05/01/2007 | 00:00
O crescimento dos índices de violência e as diversas formas de intrusões têm apontado a necessidade, cada vez mais presente, de equipamentos de segurança. Câmeras, cercas e alarmes que detectam invasões e pedem ajuda já são elementos básicos para residências das grandes cidades.
Como uma questão cultural, a inserção destes sistemas será baseada nos hábitos dos moradores da casa. O projeto, feito por um profissional do setor, é criado para promover a comodidade e, ao mesmo tempo, a proteção. A conscientização dos moradores é fundamental para elevar a eficiência ao máximo.
A vulnerabilidade das casas está concentrada, principalmente, em áreas de acesso fácil, como por exemplo, a entrada principal ou uma janela lateral escondida. A proteção deve ser pensada em etapas, a partir das características do ambiente, aplicando zonas e equipamentos que ofereçam cobertura aos pontos frágeis.
É importante também estar atento a uma possível rendição ao entrar em casa. Nesses casos, o essencial é não reagir e lembrar que a maioria dos sistemas de segurança conta com código de coação, que avisa a central de monitoramento o que está acontecendo sem gerar um alarme que possa ser percebido pelo assaltante.
Principais sistemas
Cada equipamento tem uma propriedade distinta e sistemas de alarme evitam que o evento ocorra. Já circuitos fechados de TV têm como particularidade uma identificação futura. O kit básico para uma residência é composto por:
- Central;
- Teclado;
- Bateria reserva;
- Conexão para linha telefônica;
- Sirene
- Contatos magnéticos ou infravermelhos para proteção de zonas.
Para manter a segurança em dia, é preciso estar sempre em alerta. Outra sugestão é utilizar um sistema de segurança e observar as mensagens de erro ou problemas que são apresentados no teclado.
Veja as principais dicas dos especialistas em segurança:
- Nunca reaja ou tente dominar os assaltantes.
- Mantenha seus sistemas de segurança ligados e em pleno funcionamento.
- Ambientes bem iluminados são menos propícios para invasões.
- Tenha sempre funcionários e vizinhos confiáveis.
- Tenha contatos de emergência em lugares de fácil acesso.
- Antes de abrir a porta, identifique claramente os visitantes e prestadores de serviço.
- Evite comentar sobre sua vida íntima, patrimônios e ganhos na frente de estranhos.
- Quando estiver entrando ou saindo de casa, fique atento ao movimento de pessoas próximas.
Na área externa da residência:
Muros – Podem ser utilizadas cercas elétricas, que emitem pulsos intermitentes de grande voltagem e baixa amperagem. Isso faz com que os choques não sejam fatais. Também podem ser colocadas barreiras de infravermelho, que consistem na aplicação de um receptor em uma ponta do muro e um transmissor em outra, criando um bloqueio invisível que vai gerar um alarme se for rompido.
Janelas – Devem ser protegidas por contatos magnéticos que vão acionar o alarme, caso sejam abertas. Esse sistema não impede a circulação de pessoas enquanto estiver ligado.
Portas – Aplicam-se contatos magnéticos e, para a entrada de serviço, um infravermelho passivo que protegerá o acesso pela parte externa. Ainda é possível utilizar um sistema de pré-alarme, que só será acionado após a detecção da área e posterior abertura da porta. Devem contar com temporizador para saída e entrada, deixando tempo para movimentos entre o teclado e a porta.
Garagem – Utiliza infravermelho passivo, a partir de fatores técnicos e características dos equipamentos. Para ambientes descobertos, é preciso um sensor que resista ao tempo, como o DG85. Já para áreas cobertas em que entram animais de estimação, o ideal é usar um sensor com imunidade, como o DG75. Para garagens fechadas, o indicado é o sistema DG65 ou DG55 e, em caso de grande variação de temperatura, um sensor de dupla tecnologia, como o 525.
Varanda – Por ser uma área externa, é indicado usar o sensor DG85. Se não sofrer a ação de chuvas, o DG75 é o mais adequado.
Sala – Caso a sala não seja área de circulação enquanto o sistema estiver ligado, sensores como o DG65, DG55 ou 476+ são boas opções. Se houver movimentação no ambiente, o ideal é proteger somente os acessos.
Fonte: Revista Segurança e Cia
04/01/2007 | 00:00
Houve época em que morar em condomínios era fator de segurança. Na atualidade, quase que diariamente, a mídia vem noticiando a ocorrência de ações de grupos criminosos que invadem, dominam e saqueiam prédios inteiros, na maioria das vezes sem que, as presenças sejam percebidas ou sofram qualquer impedimento.
Este cenário tem levado os especialistas na área da segurança privada a um novo questionamento: por que esta nova tendência criminosa? O que fazer para tornar eficaz a segurança desses locais?
Com o maior combate ao tráfico de drogas, o rastreamento e travamento via satélite dos veículos de transporte de carga e a melhoria na blindagem de carros-forte, a criminalidade elegeu dois tipos de instalações como alvo: as agências bancárias e as residências.
Nas agências bancárias, as ações são dificultadas pelas portas com sensores de metais, a segurança física (delegada a pessoal com adequado treinamento) e a possibilidade de uma reação armada, além dos alarmes que podem acionar delegacias da área sem que os criminosos percebam. Tudo isso faz com a ação não possa ultrapassar 3 minutos.
Já nos condomínios, os encarregados pela segurança são, na maioria das vezes, pessoas idosas, incultas, sem o treinamento adequado e desarmadas, necessitando, para qualquer ação mais efetiva, da presença policial. Ultrapassado os portões, os criminosos dispõem de todo o tempo para a realização das ações, o que faz das residências verdadeiros cofres que podem guardar pequenas fortunas em reais, dólares, jóias, obras de arte, eletroeletrônicos etc.
Mas o que leva um grupo de criminosos a optar pela ação em um determinado lugar? Especialistas e as próprias autoridades em segurança pública concordam que vários fatores influem para que um condomínio seja eleito para um assalto. Entre os aspectos, estão: o valor agregado (nível social e econômico dos moradores), a localização do imóvel, as facilidades para entrada, saída e fuga, a presença policial na área e o padrão de segurança adotado.
Deve-se levar em consideração três fatores para a realização de uma ação criminosa: necessidade, facilidade e oportunidade. A necessidade é um fator que independe da segurança, estando ligado à criminalidade. Já a facilidade e a oportunidade serão oferecidas pelas ações da segurança ou dos residentes. Um porteiro despreparado para a função facilita as ações criminosas ou um grande fluxo de pessoas em determinado horário pode gerar a oportunidade para uma infiltração despercebida.
O objetivo de um adequado esquema de segurança será sempre desestimular ou dificultar qualquer tentativa de ação criminosa. Contudo, só será efetivo se todos contribuírem para sua implementação. O gestor deve ser o síndico ou alguém por ele designado; entretanto, a responsabilidade será de todos - porteiros, funcionários e residentes.
Longe vão os dias em que porteiros podiam ser velhos senhores prestativos, que até ajudavam a carregar bolsas de compras ou abrir portas de veículos. Hoje, devem ser portadores de rigidez física, conhecer o modus operandi da criminalidade local e ter noções de comunicações, informática, combate a incêndios e primeiros socorros.
Na atualidade, e com os altos índices de criminalidade, porteiros e todo o pessoal envolvido nas atividades do condomínio devem passar por um processo seletivo, receber treinamento adequado e contar com permanente acompanhamento de suas vidas familiar, social, comercial, financeira e criminal, fatores que podem comprometer a segurança, na ponta da linha.
Os moradores, por sua vez, em tudo devem contribuir para a segurança. Uma visita fora de hora, por exemplo, deve ser previamente informada e as dificuldades impostas àquele visitante devem ser entendidas como normas aprovadas e passivas da compreensão e cumprimento por todos.
Para os condomínios que contratam empresas de segurança, deve-se tomar extremo cuidado com a ilegalidade. Muitas empresas, por não existirem oficialmente e não recolherem os tributos trabalhistas, apresentam propostas vantajosas, mas para as quais não se tem nenhuma garantia pelos serviços prestados.
Mesmo quando se contrata uma empresa legalizada, o ideal é que o condomínio tenha um auditor de segurança registrado no Conselho Nacional de Peritos Judiciais (CNPJ), que possa avaliar o desempenho operacional da empresa terceirizada, orientando o síndico para as falhas ou as necessidades.
Por fim, cabe lembrar que segurança é um conjunto de planejamento e ações a ser executado. O capital hoje gasto, de forma adequada, transforma-se em investimento, e as dificuldades, na demora para a entrada de estranhos, transformam-se em obstáculos ao elemento adverso que, em conjunto, constituem-se em segurança para os que ali residem.
Fonte: Revista Segurança e Cia